BrasCubasPortinari Os alunos do 6º ao 9º anos foram no Teatro Maria Della Costa, ver a peça Memórias Póstumas de Brás Cubas. A atividade da área de Língua Portuguesa (Profa. Alvarina) tratou de introduzir aos alunos uma das obras mais importantes da literatura nacional e de conteúdo certo do Enem e outros exames. Mas de uma forma didática e adaptada à idade. Certamente, no Ensino Médio, eles ainda lerão o romance de Machado de Assis. Mas ao fazê-lo, já terão na memória uma importante referência.

Memórias Póstumas de Brás Cubas (na ilustração ao lado desenhada pelo pintor Cândido Portinari) é um romance escrito por Machado de Assis, desenvolvido em princípio como textos esparsos publicados de março a dezembro de 1880, na Revista Brasileira. No ano seguinte, 1881, foi publicado como livro. DSCF9533 Com Memórias Póstumas, Machado de Assis rompe com a narração da época que era linear e objetiva, o que causou muitas críticas à época, mas também o que fez com que a obra fosse considerada o início do Realismo na literatura no Brasil.
O livro retrata a escravidão, as classes sociais, o cientificismo e o positivismo da época, chegando a criar, inclusive, uma nova filosofia, mais bem desenvolvida posteriormente em outra obra de Machado, Quincas Borba (1891) — o Humanitismo, na verdade uma sátira à lei do mais forte.

Narrado em primeira pessoa, seu autor é Brás Cubas, um “defunto-autor”, isto é, um DSCF9529 homem que já morreu e que deseja escrever a sua autobiografia. Nascido numa típica família da elite carioca do século XIX, do túmulo o morto escreve suas memórias póstumas começando com uma “Dedicatória”: Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico com saudosa lembrança estas memórias póstumas. Seguido da dedicatória, no outro capítulo, “Ao Leitor”, o próprio narrador explica o estilo de seu livro, enquanto o próximo, “Óbito do Autor”, começa realmente com a narrativa, explicando seus funerais e em seguida a causa mortis, uma pneumonia contraída enquanto inventava o “emplastro Brás Cubas”, panacéia medicamentosa que foi sua última obsessão e que lhe “garantiria a glória entre os homens”.